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11 agosto 2007

Piadas - Mineirinho na Praia (0811-002)

Um mineirim tava no Ridijaneiro, bismado cas praia, pé discarço, sem camisa, aquele carção samba canção, sem cueca pur dibaixo. Os cariocas zombando, contando piada de mineiro.

Alheio a tudo, o mineirim olhou pro marzão e num se guentô: correu a toda velocidade e deu um mergúio, deu cambaióta, pegô jacaré e tudo mais.

Quando saiu, o carção de ticido finim tava transparente e grudadim na pele. Tudu mundo na praia tava oiano pro tamanho do pinguelo que o mineirim tinha. O bicho ia até pertim do juei. A turma nunca tinha visto coisa igual. As muié cum sorrisão, os homi roxo dinveja, só tinham olhos pro bixo.

O mineirim intão percebeu a situação, ficou todo envergonhado e gritou:
- Que qui foi, uai!!?? Vão dizê qui quando ocêis pula na água fria, o pintim dôceis num incói também!! ??

Créditos: Roberto Lima

PIADAS - Mulher e a tatuagem (0811-001)

Uma senhora muito bonita procura um tatuador e pede-lhe:
- Faça-me na nádega esquerda um lindo coelhinho de Páscoa.
O tatuador trabalhou e fez um perfeito coelhinho, que ela adorou.
- Agora, faça-me um Papai Noel com o seu saco de presentes na minha nádega direita.
O tatuador trabalhou e fez um lindo trabalho, que ela aprovou incondicionalmente. Ela perguntou quanto era, pagou e, quando ia sair, o tatuador perguntou:
- Minha senhora, o seu pedido para mim foi inédito e isso deixou-me muito curioso. Por favor diga-me: por que um coelho de Páscoa numa nádega e um Papai Noel na outra?
Ela respondeu:
- É para eu calar a boca do meu marido, que diz sempre que lá em casa não tem nada de bom para comer entre a Páscoa e o Natal.

Créditos: Roberto Lima

05 agosto 2007

PENSE - Desejo (0805-001)

Desejo, primeiro, que você ame, e que amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer, e que esquecendo, não guarde mágoa.

Desejo, pois, que não seja assim, mas se for, saiba ser sem desesperar.

Desejo, também, que tenha amigos, que mesmo maus e inconseqüentes, sejam corajosos e fiéis, e que, pelo menos num deles você possa confiar sem duvidar.

Desejo, ainda, que você tenha inimigos. Nem muitos, nem poucos, mas na medida exata, para que, algumas vezes, você se interpele a respeito de suas próprias certezas, e, que entre eles, haja pelo menos um que seja justo, para que você não se sinta demasiado seguro.

Desejo, depois, que você seja útil, mas não insubstituível. E que nos maus momentos,
quando não restar mais nada, essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.

Desejo, ainda, que você seja tolerante, não com os que erram pouco, porque isso é fácil, mas com os que erram muito e irremediavelmente, e que, fazendo bom uso dessa tolerância, você sirva de exemplo aos outros.

Desejo que você, sendo jovem, não amadureça depressa demais, e que sendo maduro, não insista em rejuvenescer e, sendo velho, não se dedique ao desespero, porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e é preciso deixar que eles escorram por entre nós.

Desejo, afinal, que você seja triste. Não o ano todo, mas apenas um dia. Mas que nesse dia descubra que o riso diário é bom, mas lembrando sempre que o riso habitual é insosso e o riso constante é insano.

Desejo que você descubra, com o máximo de urgência, acima, e a respeito de tudo, que existem oprimidos, injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.

Desejo, também, que você afague um gato, alimente um cuco e ouça o joão-de-barro erguer triunfante o seu canto matinal, porque, assim, você se sentirá bem por nada.

Desejo, ainda, que você plante uma semente, por mais minúscula que seja, e acompanhe o seu crescimento, para que você saiba de quantas, muitas, vidas é feita uma árvore.

Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro, porque é preciso ser prático, e, pelo menos uma vez por ano, coloque um pouco dele na sua frente e diga "Isso é meu", só para que fique bem claro quem é o dono de quem.

Desejo, também, que nenhum de seus afetos morra, por ele e por você. Mas que, se morrer, você possa chorar sem se lamentar, sofrer ou se culpar.

Desejo, por fim, que você sendo homem, tenha uma boa mulher, e que, sendo mulher, tenha um bom homem. Que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes. E quando estiverem exaustos e sorridentes, ainda haja amor para recomeçar.

E se tudo isso acontecer,

NÃO TENHO MAIS NADA A LHE DESEJAR



Créditos: Não sei o autor mas gostaria de conhecer

18 julho 2007

INTERESSANTE - Receita espetacular (0718-001)

Esta foi a mais espetacular forma de se passar uma receita de um sanduiche feito com Croissant.

Ele diz que não tolera meias verdades.
Ela diz que não suporta mentiras descaradas.
Ele afirma que jamais a trairia.
Ela confirma que jamais o traíra.
Ele se indigna com a desconfiança.
Ela a justifica como insegurança.
Ele nega motivos para tal.
Ela pensa em vários, mas nem tenta expô-los.
Sem tirar os olhos do livro, ele pede-lhe um tempo.
Sem tirar os olhos dele, ela pede-lhe mais tempo.
Exaltado, ele se vira, e a fita.
Constrangida, ela se estagna, e abaixa o olhar.
Ele grita que está ocupado, e insiste em deixar a conversa para depois.
Ela chora que está carente, e persiste em terminar a conversa.
Ele argumenta que não é hora.
Ela alega que a hora é agora.
Ela é emocional, e o deixa transparecer em cada gesto ou palavra.
Ele é racional, e o deixa explicito na ausência de gestos ou palavras.
Ela suplica que acredite na sua emoção.
Ele impõe que entenda a sua razão.
Ela desabafa sua tristeza, e lhe pede carinho.
Ele despeja suas preocupações, e lhe pede sossego.
Entre soluços desordenados escorrega um "por favor".
Nas palavras frias e concisas enfatiza um "por favor".
Ela cede. Levanta os olhos transbordantes de desilusão, segura a dor no peito, e dá meia volta.
Ele prevalece. Vira a cadeira, abaixa os olhos ao livro, apressados em decifrá-lo, e descobre a dor no peito.
Ela fecha a porta. Quase anestesiada vai até ao quarto, e deixa seu corpo cair sobre a cama.
Ele fecha o livro, abre a porta, e vai atrás dela. Encontra-a caída sobre a cama.
Ele a vira, e a aconchega no seu abraço.
Ela se vira, e se aconchega no seu abraço.
Ele se desprende da razão e deixa o coração falar, pedindo desculpas pela falta de paciência.
Ela se prende à razão e faz o coração se calar, pedindo desculpas pela falta de compreensão.
Ele adia a leitura, e lhe oferece atenção.
Ela pensa em adiar a atenção, mas aceita seus carinhos e os retribui com paixão.
Enamorados, na exacerbação de um reencontro fortalecido pelo desencontro circunstancial que o antecedeu... namoram.
Descansados da turbulência da discussão, e revigorados pela energia do prazer, de mãos dadas e almas envolvidas, descem as escadas e se embrenham na cozinha.

Ela o olha serenamente com incontida gratidão.
Ele percebe o seu olhar, e o retribui com reciprocidade.

Ela pega dois croissants e os corta ao meio.
Ele lava algumas folhas de agrião, reserva metade, e a outra metade bate no liquidificador, com três colheres (de sopa) de azeite de oliva, suco de um limão, e uma colher (de sopa) de mostarda.
Ela lava uma xícara de morangos, e os corta ao meio.
Ele separa as metades dos croissants.
Ela forra as metades inferiores com uma camada generosa de agrião.
Ele espalha sobre este, os morangos cortados.
Ela polvilha com batata palha.
Ele rega com o molho de agrião.
Ela cobre com as outras metades.

Ele pega o seu, e lhe entrega o outro, retendo por alguns segundos o contato da pele da sua mão.
Ela suspira, sorri e o contempla, retendo no coração a terna imagem deste momento.

Créditos:(É permitida a reprodução deste texto, desde que seja citada sua origem e autoria: www.sensibilidadeesabor.com.br; Cris da Silva.)

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